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46% dos caminhões trafegam com excesso de peso pela BR 364
24/04/2018

Uma ação realizada pela Rota do Oeste em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou cerca de 7 mil veículos de carga trafegando com excesso de peso pela BR 364 (trecho de sobreposição com a BR 163).

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O excesso de peso nos caminhões representa risco à segurança viária, além de promover maior desgaste e danos ao pavimento.

Os caminhões e carretas irregulares representam 46% dos 15 mil veículos fiscalizados entre 26 de março e 6 de abril. Para realizar o trabalho conjunto foi montada uma balança móvel na Unidade Operacional da PRF, em Rondonópolis, localizada no km 211 da BR 364. O encerramento da atividade está previsto para o final de abril.

A concessionária planeja a construção de uma balança fixa no sul da BR 163, entre o km 108 e o km 109 da BR 163, para fiscalização. Por isso, desde já realiza ações para conscientização dos motoristas.

Veja também: Lei da balança – Como funciona o peso por eixo?

 

Veículos com peso irregular

Os dados parciais da ação demonstram que dos 7 mil caminhões e carretas que apresentaram irregularidades quanto ao peso transportado, 5.574 veículos, o equivalente a 38,29%, contavam com excesso de carga em pelo menos um dos eixos; 1.024 (6,68%) tinham excesso de Peso Bruto Total (PTB) e em pelo menos um dos eixos e em 38 casos (0,25%) foram identificados excesso no PTB.

Ao todo, a ação fez a pesagem de 806 mil toneladas de carga, sendo identificada 1.839 tonelada em excesso. Para transportar o total excedente seriam necessários pelo menos 47 caminhões de sete eixos.

A fiscalização chegou a flagrar veículos transportando 21 toneladas a mais que o peso permitido por lei. Do total de 1.839 tonelada em excesso, 38,3% eram de carga de madeira e 32,8% de soja.

 

Qual o problema do excesso de peso?

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Imagem: 4 Truck

O diretor de Operações da Rota do Oeste, Fernando Milléo, avalia que os números demonstram que o motorista coloca em risco a segurança dele e de terceiros, uma vez que o excesso de carga compromete a estabilidade dos veículos e, consequentemente, o tempo de resposta em casos de emergências.

Luciano Garcia, gerente de serviços e assistência técnica da MAN América Latina, explica que o excesso de peso, além dos limites de projeto e legislação, afeta a vida útil do veículo como um todo e aumenta os custos de manutenção.

Os conjuntos de suspensão, direção e freios são normalmente aqueles que acusam de forma prematura o excesso de peso, mas não sem prejuízo à durabilidade de motor, transmissão e eixos de tração.

Ainda segundo Garcia, a distribuição errada de carga e o excesso de peso, além da redução de vida útil de componentes mencionada, pode trazer riscos à própria segurança do veículo em situações de frenagem ou mudança de direção  bruscas, além do impacto no consumo de combustível e desgaste excessivo  ou irregular de pneus.

O excesso de peso também prejudica as estradas, provocando a degradação prematura das vias, causando ruptura da estrutura e o surgimento de buracos e fissuras, que no fechamento do ciclo vicioso, danificam o caminhão e se refletem em aumento de custos ao proprietário.

Veja também: 8 práticas que podem acabar com seu caminhão.

 

E você, o que faz para evitar a prática?

 

Por Pietra Alcântara com informações do Cenário MT

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