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Falta de descanso afeta saúde do caminhoneiro
22/09/2016
Falta de descanso afeta saú

A realização de exames pode prevenir doenças

Caminhoneiros que rodam pelas estradas brasileiras enfrentam problemas de saúde. Se não bastasse isso, levantamento feito pela concessionária de rodovias Arteris também revela que 10% dos motoristas dirigem com sono, aumentando o risco de acidentes no trânsito. Já 8% admitem o uso de anfetaminas.

A pesquisa foi realizada pelo programa Saúde na Boleia, promovido pela Arteris com cerca de cinco mil caminhoneiros, entre agosto de 2015 e agosto de 2016. Nas ações, também foram realizados exames clínicos e de sonolência que resultaram no perfil de saúde dos profissionais que transitam em rodovias das regiões sul e sudeste.

A relação do estado de saúde com a segurança no trânsito é direta. “É comum encontrar motoristas que há muitos anos não faziam exames clínicos e, durante o atendimento, descobriram males como pressão alta e diabetes”, diz a coordenadora do Saúde na Boleia, Maria José Finardi.

Sono na estrada

Entre os exames realizados nas tendas montadas pela Arteris em pontos estratégicos de rodovias como a Régis Bittencourt e a Fernão Dias, está o de sonolência. Os testes identificam o grau de cansaço dos motoristas, medido de acordo com a Escala de Sonolência de Epworth.

Um resultado de até 9 pontos indica uma condição considerada normal. Acima dessa pontuação, é recomendado procurar um médico. No levantamento feito no Saúde da Boleia, verificou-se que 1 em cada 10 motoristas estão na faixa mais alta da Escala de Epworth, com risco 70% maior de sofrer acidentes.

“Trafegar com carga e em alta velocidade requer o máximo de atenção e reflexos dos motoristas. O sono potencializa uma série de acidentes e coloca em risco a vida dos demais usuários da rodovia”, alerta o gerente de operações da Arteris, Elvis Granzotti.

Cerca de 39% dos entrevistados ficam fora de casa por mais de 20 dias por mês, e 1% enfrenta jornada de mais de 18 horas diárias. Já 40% dormem no próprio caminhão. E, para enfrentar a rotina desgastante e prazos apertados, muitos deles recorrem às drogas: 8% dos caminhoneiros admitiram que usam anfetaminas. E 19% afirmam que já se envolveram em acidentes nas estradas.

Problemas de saúde

O excesso de peso também é outro problema identificado em quase metade dos motoristas abordados. Cerca de 24% estavam obesos e outros 25% com sobrepeso. Doenças associadas a má alimentação também são comuns entre os motoristas: 14% sofrem de hipertensão, 33% apresentam colesterol alto, 61% estão com taxa alta de glicemia e 40% com triglicérides alta. “São doenças que podem resultar em infartos e acidentes vasculares”, afirma Granzotti.

Assista também reportagem de Jaime Alves

Por Jaime Alves e informações divulgadas pela Arteris

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