Um mês após greve, fluxo de veículos pesados aumenta 47%
11/07/2018

Mesmo um mês após greve de caminhoneiros, ainda sentimos os efeitos das paralisações em escala nacional que duraram aproximadamente 10 dias. De acordo com a Anfavea, esse e outros fatores fizeram com que o mercado perdesse o ritmo. Em junho o fluxo pedagiado de veículos pesados, de acordo com dados da ABCR, expandiu 47% no comparativo com maio.

O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria Integrada.

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“É perceptível que, tanto em nível nacional como nos estados nos quais o índice traz detalhamento, a expansão [do fluxo de veículos pesados] em junho é maior que a contração observada no último mês, na série dessazonalizada, a ponto de trazer o fluxo de pesados a níveis semelhantes aos observados em 2013 – ano no qual a situação macroeconômica era favorável”, contextualiza Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria.

Na visão da Tendências Consultoria, o volumoso movimento no mês – o maior da série histórica dessazonalizada iniciada em janeiro de 1999 – parece estar mais relacionado à intensificação dos transportes de carga para reduzir os danos dos dias paralisados em maio.

Assim sendo, o expressivo desempenho de junho contou, além da desobstrução das vias, com o suprimento de parte da demanda represada no fim de maio que só pode ser realizada em junho – com destaque para o setor alimentício e veículos, por exemplo.

 

Efeitos diretos da greve

“A pesquisa de junho deve ser lida com cuidado por se tratar do primeiro levantamento após os efeitos diretos da greve dos caminhoneiros, reportados no índice ABCR de maio”, explica Xavier.

“A natureza da cautela se refere aos múltiplos fatores que afetam o desempenho do fluxo de veículos após o impacto da greve, como a copa do mundo, o aumento do preço da gasolina e redução do diesel, além da política de tabelamento do frete do transporte rodoviário”, explica o analista.

Ainda na comparação mensal dessazonalizada, o índice de fluxo pedagiado de veículos leves apresentou crescimento de 3,4% em relação a maio. 

Em relação ao fluxo de veículos leves dois resultados chamam a atenção. “Ao contrário do fluxo pesados, o índice de leves registrou perdas em junho na comparação com o mesmo mês de 2017, pouco menores que as observadas em maio com os efeitos da greve. Já na série dessazonalizada, o crescimento foi modesto e inferior a forte queda do mês anterior”, finaliza Thiago.

 

Adaptado de ABCR

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