no Ônibus inclusivo a poltrona vai buscar o portador dificuldade de locomoção
Ônibus inclusivo, o novo conceito lançado pela Iveco Bus
21/04/2017

Acessibilidade é um tema recorrente e que ganhado espaço no dia a dia inclusive do transporte. Há muitos anos já existem leis que exigem a acessibilidade em ônibus urbanos, ou seja, esses ônibus são obrigados a ter dispositivos que facilitem a entrada de pessoas com dificuldade de locomoção. A partir de julho deste ano a obrigatoriedade será estendida também para os ônibus rodoviários, e é aí que entra o Soul Class, o micro-ônibus inclusivo da Iveco Bus, encarroçado pela Caio Induscar.

 

Qual a novidade desse ônibus inclusivo?

 

A originalidade está na forma de permitir a acessibilidade, que não acontece por rampas nem elevadores. Com o Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM), o assento desce até o passageiro para levá-lo ao veículo. Ao voltar para dentro do ônibus, o passageiro fica posicionado exatamente como os demais. Por isso é chamado de ônibus inclusivo.

O dispositivo elétrico que faz a movimentação do passageiro é operado pelo condutor do micro-ônibus. A cadeira de rodas viaja no porta-malas do veículo. 

no Ônibus inclusivo a poltrona vai buscar o portador dificuldade de locomoção

Qual a diferença entre acessibilidade e inclusão?

 

Como a maioria das pessoas não possui dificuldades de locomoção, não param para pensar no assunto, mas uma coisa é bem diferente da outra. Criar acessibilidade é garantir que algo esteja disponível também para quem tem essas dificuldades. Por exemplo, um cadeirante antigamente não conseguia pegar um ônibus, pois não pode subir as escadas. Hoje em dia é obrigatório que o ônibus urbano tenha rampas ou elevadores para que esse cadeirante consiga entrar.

Porém, via de regra, as soluções encontradas para permitir essa acessibilidade colocam o cadeirante em um local separado do veículo, não permitindo sua interação com as demais pessoas. Quem nos conta mais sobre isso é Alessandro Fernandes, criador do Blog do Cadeirante.

“Na maioria dos veículos a gente fica em local separado, sem poder conversar com as outras pessoas. Uma vez viajei com minha mulher e o local para cadeirante era no porta-malas. Me senti uma verdadeira mala e ela ainda ficou duas fileiras pra frente. Ou seja, não pudemos ficar juntos nem conversar o caminho todo.”

É para resolver esse tipo de questão que falamos em inclusão. Inclusão não é apenas permitir que se faça, mas que se faça nas mesmas ou praticamente nas condições do restante da população.

“Eu achei a solução fantástica. Não existe nada parecido e é um grande ganho para os cadeirantes.” afirma Alessandro.

Ônibus inclusivo

Não dá nem para diferenciar qual é a poltrona especial.

Segurança e rentabilidade

 

Além da inclusão existem duas outras vantagens no conceito. Para o usuário, é muito mais seguro, pois ao invés de fazer a viagem em sua cadeira, ele vai em um banco, com cinto de segurança e encosto para a cabeça. Em caso de acidente, a chance de fraturas é muito menor.

Para o operador a vantagem é a capacidade do veículo. Um box para cadeirante ocupa o espaço de duas ou quatro poltronas, além disso, se não há ninguém com dificuldade motora naquela viagem, o espaço vai vazio. Tudo isso é perda de receita para o operador. Mas neste caso o número de assentos se mantém o mesmo e, caso não haja portadores de dificuldades motoras na viagem, o assento pode ser ocupado por qualquer pessoa.

 

Detalhes do veículo

 

O motor localizado a frente da cabine diminui o calor e os ruídos no interior do veículo e principalmente perto do motorista. O Soul Class ainda é equipado com motor FPT Industrial F1C de 3 litros, injeção eletrônica tipo common-rail, 4 cilindros em linha e 16 válvulas, totalizando 170 cv. Com tecnologia EGR, o veículo dispensa o uso de Arla 32.

interior do ônibus inclusivo

Veja o dispositivo em funcionamento e tire dúvidas com este bate-papo com executivo da marca (clique aqui).

 

Por Paula Toco

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